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A importância da Escrituração Contábil e sua utilidade no processo de tomada de decisão na pequena e

Nas pequenas empresas, os aspectos informacionais se tornam indispensáveis devido à fragilidade financeira, operacional e gerencial que envolve esse tipo de empreendimento. Por esse motivo, a informação pode ser considerada como um dos ativos mais valiosos para esses. Daí surge à necessidade de que a escrituração contábil seja feita a tempo e de forma eficaz, pois como resultado dessa serão elaborados demonstrativos que permitirão a análise dos custos e dos resultados da empresa.

A estrutura de uma organização, independentemente do porte, para ser dinâmica precisa se utilizar dos elementos informacionais, pois são eles que tornam possíveis os ciclos de planejamento, coordenação e controle das atividades, o que importa dizer que são as inúmeras informações oriundas dos diversos sistemas de informações, sobretudo o contábil, presentes na organização, é que tornam viável o ciclo gerencial. Pode-se entender, que o desempenho da organização está vinculado fortemente à qualidade dos seus sistemas de informações e à capacidade de usar adequadamente as informações nas tomadas de decisão.

Portanto, compreender a importância da informação contábil é vital, para o pequeno empresário, pois muitas das dificuldades encontradas nas organizações podem ser atribuídas à precariedade da utilização da informação ou até mesmo, em alguns casos, à desinformação, em particular, com relação às áreas administrativa e contábil-financeira. É comum existir nesse meio aqueles que tratam a informação contábil como "um mal necessário", ou mesmo aqueles que consideram desnecessárias, pois seu "movimento é pouco quase inexiste", posição que entristece a classe contábil e envergonha ao mesmo tempo, pois alguns colegas se sujeitam a essa qualificação e aviltam os honorários para fazer jus ao "pouco serviço" desenvolvido.

Sem compreensão da importância da escrituração contábil atualizada e de qualidade, o empresário tende a subutilizar os serviços contábeis, exigindo apenas as guias de impostos e folhas de pagamento de pessoal, reduzindo drasticamente o papel do contador a um simples "despachante". Entretanto, com o advento da Lei Complementar 123 de 14 de dezembro de 2006, que trás em seu bojo uma série de benefícios, e que para usufruir desses torna-se necessária a contabilidade regular, tem-se ai a esperança de essa mentalidade desaparecer.

Com a referida lei, fica criada a figura da "Contabilidade Simplificada", que, com a regulação do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), nada mais é que a utilização de um plano de contas simplificado ou direcionado à especificidade desta ou daquela empresa, podendo substituir a utilização do Livro Caixa. Essa modalidade de escrituração, não desobriga as empresas de manterem escrituração regular em consonância com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade, em que são observados os critérios quanto às formalidades, documentação, temporalidade dos documentos, filiais, balancete e contabilização em forma eletrônica.

A escrituração dos fatos contábeis deve refletir a realidade dos negócios efetivamente praticados e posteriormente resumidos e apresentados aos diversos usuários em forma de demonstrativos.

Dentre as demonstrações destaca-se o Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício, primeiramente pela obrigatoriamente e por apresentar de forma simples o estado de "saúde" da empresa. O Balanço Patrimonial é apresentado na forma horizontal e destinada a evidenciar, quantitativa e qualitativamente, em determinado momento, o patrimônio da entidade. A Demonstração do Resultado do Exercício é apresentada na forma vertical e destinada a evidenciar a composição do resultado do exercício social da entidade, com base no princípio da competência.

Além desses demonstrativos, pode-se utilizar a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC), seja ele real ou projetado, que evidencia as saídas e entradas de recursos na empresa. Nessa última, o que é destacado é a posição financeira de curto e curtíssimo prazo, representada pela projeção de fluxos e o saldo do "disponível" respectivamente. Informações que, em uma pequena empresa, pelo vulto das movimentações, torna-se algo salutar. De outra forma, qualquer demonstrativo elaborado pelo profissional contábil, embasado na escrituração adequada e confiável, pode fornecer aos gestores dos pequenos negócios a sustentação para tomarem decisões.

Com decisões acertadas, as pequenas empresas tendem a se fortalecerem, por conseguinte, permanecerem mais no mercado e desenvolverem-se economicamente. Dessa forma, a informação contábil passou a ser de interesse não apenas de grupos de usuários, mas também da sociedade em geral, uma vez que a vitalidade dos pequenos negócios é de interesse social.

Indiscutivelmente a capacidade da informação para se superar as dificuldades enfrentadas pelas organizações é inquestionável, sobretudo, nas pequenas empresas, pois a informação, especialmente a contábil, assume-se como um recurso que pode servir para solucionar várias questões. Porém, essa precisa ser, atual, relevante, confiável, oportuna e adequada, no que se refere ao atendimento das necessidades informacionais emergentes dessas pequenas empresas.
Contribuindo para a boa gestão desses pequenos negócios, indiretamente, a Contabilidade atua como facilitadora do mercado mantendo o processo de crescimento e desenvolvimento socioeconômico nacional.

Fonte: Portal Contábeis - Sinescontábil/MG


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